Depois das denúncias de tratamento diferenciado entre as chapas que disputam as eleições para a seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES), uma nova denúncia movimenta a eleição na véspera da votação, marcada para esta quinta-feira (29). Um advogado protocolou requerimento na Comissão Eleitoral da OAB/ES para solicitar informações sobre a utilização de informações pessoais em uma pesquisa eleitoral feita pelo Instituto Enquet no último dia 14.
No requerimento, o advogado Raphael Sodré Cittadino pede informações sobre o registro da pesquisa de opinião. Ele também pede a divulgação das informações do levantamento, caso tenha sido autorizada pela comissão responsável pela condução do pleito. Segundo o advogado, o questionário foi feito de maneira individual e presencial, mesmo não tendo fornecido seus contatos a nenhuma empresa de comunicação.
A denúncia acontece um dia depois da divulgação de possíveis irregularidades na obtenção da lista de advogados, que é sigilosa e vedada a distribuição a terceiros. Nessa terça-feira (27), o advogado André Luiz Moreira, que encabeça a chapa de oposição “Por uma Ordem dos Advogados”, denunciou o suposto favorecimento da chapa “A voz do advogado”, do atual presidente Homero Junger Mafra, que não teria atendido às formalidades na obtenção do documento.
No documento enviado também à Comissão Eleitoral da OAB/ES, André Moreira havia questionado a falta de informação sobre a assinatura do termo de compromisso, que garantiria o não fornecimento a terceiros do cadastro recebido.
A empresa Enquet, que teria realizado a pesquisa neste pleito, foi uma das prestadoras de serviços durante a atual gestão de Homero Mafra. Em 2010, a empresa foi contratada pela seccional para a prestação dos serviços de pesquisa durante a categoria. De acordo com ofício do secretário-geral da OAB-ES, Ben-Hur Brenner Dan Farina, não houve contratação da empresa durante o período eleitoral.
Esse episódio se soma às polêmicas recentes na disputa pelo comando da seccional capixaba da Ordem. Além das suspeitas de favorecimento à chapa da situação, o Ministério Público Federal (MPF) chegou a ser acionado para desvendar a autoria de e-mails anônimos que foram classificados pelo candidato oposicionista como uma tentativa de ridicularização de sua chapa.